Terça-feira, 8 de Novembro de 2011

Irritada

É, hoje é assim que estou... irritada...
E se no último post disse que me sentia com vontade de respeitar o silêncio mas com medo de aí sim ser esquecida, hoje apetece-me é a mim fazer silêncio.
Não me apetece ser a que "está sempre lá"...
Não porque não o queira fazer mas porque estando sempre lá sou dada por garantida e parece que a mim tudo é lícito fazer...
Bolas.
Era o que mais me faltava.
Hoje estou irritada por sentir que de tanto estar quase me torno transparente...não é bem isto, mas não sei explicar melhor.
Sei que me estou a afastar.
E sei que o estou a fazer porque estou cheia de baldes de água fria, de "chegas para lá" mais ou menos diplomatas.
E sei que me irrita que nem o facto de eu dizer que me estou a afastar ter causado qualquer reacção a não ser "não faças filmes".
Filmes?!?!?
Quem dera que fossem filmes.
Eu só queria alguma coerência.
E não a coerência inerente ao facto de quando não há outras pessoas eu sou especial.
É fácil ser especial nessas circunstâncias.
Queria a coerência que implicasse que sou sempre especial e tenho sempre o meu lugar e que a forma como se comporta comigo não é afectada pela presença ou ausência de outras pessoas.
Porque é essa a coerência que eu ofereço, por vezes de forma muito complicada.
Porque é essa a coerência que eu mereço.

Irrita-me não poder dizer isto assim a quem de direito.
Irrita-me porque no dia em que o disse se calhar perco tudo e prefiro ter o que tenho apesar das incoerências.

Mas hoje estou irritada.

Segunda-feira, 31 de Outubro de 2011

Escrever para clarificar

Hoje preciso de escrever para me orientar, para ver se encontro o caminho para fora de uma fase menos boa.
Já escrevi um rascunho de mensagem que penso que terei mesmo que enviar pois também preciso de respostas do outro lado... preciso de entender. Neste caso, preciso de perceber se de facto há esquecimento... e a haver qual a razão... se é porque os dias passam, as semanas, os meses e vai-se tornando hábito a ausência, diluem-se os sentimentos fortes e as lembranças esfumam-se ou se "enterrar" esses sentimentos e lembranças é algo premeditado, como se não fosse possivel avançar de outra forma...
Perceberei qualquer uma das respostas porque sou eu própria que coloco as duas alternativas... percebo que qualquer uma é possível pois "longe da vista, longe do coração" e manter perto do coração quando não se avistam momentos em conjunto pode ser doloroso...
Mas neste momento preciso de perceber se ando a exagerar ou não... sinto-me demasiado isolada e a não aproveitar os momentos conjuntos. Sinto-me algo desastrada nas tentativas de estabelecer contacto, de ficar próxima. Sinto-me com vontade de respeitar este silêncio e este afastamento mas depois sou invadida pelo medo de, aí sim, nem ser recordada...
Sinto-me como uma adolescente e nem tão pouco tenho a amiga do peito para partilhar estas ideias e me dar opinião... sim porque é justamente com a pessoa que tenho essa relação privilegiada que neste momento tenho todas estas dúvidas...

Bom, como sempre depois de escrever, sinto-me mais leve... não sem as dúvidas ou os temores, mas pelo menos expulsei alguns dos fantasmas.
As minhas desculpas a quem me ler hoje porque sei que não é um bom dia... mas melhores virão!
Um abraço carinhoso

Segunda-feira, 5 de Setembro de 2011

Como é viver uma vida paralela...

Regressada de férias, encontro um comentário ao meu último post com a pergunta que intitula este que escrevo agora...
A expressão "vidas paralelas" entrou no meu vocabulário depois de ler Richard Bach; a vivência da minha "vida paralela" começa há alguns anos, já nem sei precisar quantos... e chamo-lhe assim porque segundo a minha interpretação de "vidas paralelas", são aquelas que se começam a criar a partir do momento que se fazem opções... em tudo... hoje na vida em que escrevo, às 09:31, sentada no meu gabinete, existe uma outra vida minha a decorrer, aquela que decidiu manter hábitos pré-férias e ficou na cama até mais tarde, estando possivelmente neste momento a levantar-se... e mesmo nesta vida em que escrevo actualmente poderá criar-se uma nova vida paralela consoante as minhas escolhas ao longo da manhã....
Mas, segundo Richard Bach, uma pessoa não tem consciência dessas múltiplas vidas paralelas, pode até saber que existem, mas não contacta com elas pois decorrem, como o próprio nome indica, em universos/planos paralelos...
Aquilo que eu chamo "vidas paralelas" é algo diferente... é uma vida a que de tempos a tempo eu tenho acesso em que, muito afortunadamente, consigo manter os dois planos/universos em simultâneo... consigo ser duas coisas ao mesmo tempo, consigo esbater uma opção que fiz e que me conduziu a viver uma determinada vida...
Como é viver assim? Nas alturas em que consigo manter as duas vidas é óptimo. Apesar de tudo, gosto do que sinto... talvez porque não me arrependo da primeira opção que fiz... e então a vida paralela é um bónus, algo que à partida só poderia ter se não tivesse optado da forma que optei mas que a vida me quis, ainda assim, dar... O que eu quero dizer com isto é que, quando olho para trás, não me arrependo das decisões que tomei... o que quer dizer que (neste momento, pelo menos) não trocaria de planos, não ficaria apenas com o plano paralelo que vivo de vez em quando....
Como é viver assim? De vez em quando é muito complicado... porque de vez em quando os pontos de intersecção entre planos tardam em ocorrer e eu sinto falta... Falta de tudo o que vivo e sinto na minha vida paralela!

Por hoje é tudo o que me ocorre para responder à pergunta que me foi feita, espero que tenha sido esclarecedora...
E neste meu plano, vou optar por terminar este post, deixando para outra altura a partilha do que vou sentindo no dia de hoje, depois de algumas vivências fortes... digo apenas que hoje estou... Feliz!

Um abraço carinhoso... até um dia destes!

Segunda-feira, 1 de Agosto de 2011

Felicidade

Uma passagem muito rápida, porque tenho que partilhar, mesmo que ninguém leia, mesmo que ninguém saiba, que estou feliz.
Já há muito tempo que não sentia tanta serenidade na minha vida paralela, e confirmo o que sempre achei... quando estou em paz e segura daquele lado consigo enfrentar tudo na minha vida principal....
Que sensação tão boa esta de estar feliz... mesmo que não seja uma felicidade completa ou perfeita... mas é sem dúvida felicidade!

Segunda-feira, 18 de Julho de 2011

Estar chateada ou magoada....

Ontem fui ver o último dos filmes do Harry Potter... ouvir o Dumbledore no final a referir a importância das palavras, como se fosse o nosso maior poder mágico fez-me pensar nestas duas expressões: estar chateada ou estar magoada... E percebi que ao longo dos últimos anos ou dos últimos tempos até tenho ficado chateada mas aí foi fácil de resolver.
Fácil porque se calhar o motivo não era assim tão importante, fácil porque eventualmente pensando melhor nem tinha razão, fácil porque facilmente me esqueço de coisas menores que me fazem quando outras coisas maiores surgem ou acontecem.
Mas agora o que realmente me sinto é magoada... e esta sensação está a ser difícil de sarar... até porque cada vez que parece que está a cicatrizar lá vem mais alguma coisa e torna a abrir a ferida...
A mágoa é ainda mais difícil de passar porque não é entendida e assim, dia após dia, porque a ferida não é tratada, aumenta.
E os pequenos gestos que até servem de lenitivo depois são anulados pela indiferença, pela ausência, pela subvalorização.
Hoje acordei com todas estas sensações.
Hoje acordei cansada de estar magoada e de me pôr "a jeito" para me magoar...
Não sei o que vou fazer, até porque eu não consigo sair de onde estou... tenho medo de me afastar e depois, quando ele quiser voltar, não me encontrando no lugar, encolha os ombros e procure outro poiso...
Estou a ser injusta?
Talvez.
Mas depois de todos os pretextos ou desculpas desaparecerem, já não havendo distância física, já não havendo trabalho ou exames que ocupem tempo, já não havendo stresses que dispersem a atenção... começa a ser difícil perceber que mesmo assim não haja tempo para...

Enfim...
Até um dia destes.
Com carinho

Segunda-feira, 27 de Junho de 2011

Olá...

Hoje venho aqui escrever "porque sim", como li agora mesmo num dos blogues que visito diariamente.
Já há muito tempo que não o faço e já muita coisa aconteceu no entretanto.
Já tive a conversa que precisava numa das minhas vidas e já deixei de conversar tanto noutra das vidas...
Da conversa não vi resultados e do silêncio pareceu ter brotado a consciência de que eu também me posso afastar... mas esta consciência parece durar sempre pouco tempo... e hoje estou outra vez a sentir-me a precisar "de algo mais"...
Sinto-me constantemente insatisfeita, sabendo que não deveria ser assim... e depois num movimento inverso, olho o que tenho e sinto que tenho que estar agradecida...
Hoje não estou inspirada, hoje estou apenas com vontade de voltar aos meus dias felizes...

Até um dia destes

Terça-feira, 12 de Abril de 2011

Era escusado...

Os últimos dias foram complicados.
E estou a falar no passado como se a "compliacação" já tivesse passado... mas não. Tudo se mantém. Eu é que tento ir em frente.
Uma conversa cada vez mais necessária numa das minhas vidas paralelas.
E a conversa que começa a ser demais (em oposição à falta de gestos) na minha outra vida paralela.
E em ambas as vidas a sensação de que a minha vida não é assim tão importante para a vida dos outros.
Não estou a falar da minha Vida, da minha existência. Essa eu sei que é importante.
Estou a falar da minha vida, da minha vidinha, com as minhas vontades, os meus desejos, as minhas ansiedades e frustrações.
Para essa parece que nunca há tempo.
Essa parece sempre uma coisa menor.
Hoje sinto-me cheia de ter sempre tempo para os outros e de nunca ter o tempo dos outros, dos meus outros, não é de qualquer outro. É dos meus outros paralelos, mas que existem cada um por si e os dois comingo.
Hoje só passei mesmo para este desabafo pois sei que sempre que escrevo as minhas ideias ficam um pouco mais claras.
Hoje escrevo aqui pois na vida em que vai haver uma conversa ainda estou a perceber como a posso começar e na vida em que há conversa a mais estou disposta a fazer silêncio para não ter que ouvir outra vez que estou a incomar num período "super-ocupado".
Hoje escrevo aqui pois aqui é o espaço do meu tempo. E aqui só perde tempo quem quer.

Um até já carinhoso e esperançoso de dias melhores.