É, hoje é assim que estou... irritada...
E se no último post disse que me sentia com vontade de respeitar o silêncio mas com medo de aí sim ser esquecida, hoje apetece-me é a mim fazer silêncio.
Não me apetece ser a que "está sempre lá"...
Não porque não o queira fazer mas porque estando sempre lá sou dada por garantida e parece que a mim tudo é lícito fazer...
Bolas.
Era o que mais me faltava.
Hoje estou irritada por sentir que de tanto estar quase me torno transparente...não é bem isto, mas não sei explicar melhor.
Sei que me estou a afastar.
E sei que o estou a fazer porque estou cheia de baldes de água fria, de "chegas para lá" mais ou menos diplomatas.
E sei que me irrita que nem o facto de eu dizer que me estou a afastar ter causado qualquer reacção a não ser "não faças filmes".
Filmes?!?!?
Quem dera que fossem filmes.
Eu só queria alguma coerência.
E não a coerência inerente ao facto de quando não há outras pessoas eu sou especial.
É fácil ser especial nessas circunstâncias.
Queria a coerência que implicasse que sou sempre especial e tenho sempre o meu lugar e que a forma como se comporta comigo não é afectada pela presença ou ausência de outras pessoas.
Porque é essa a coerência que eu ofereço, por vezes de forma muito complicada.
Porque é essa a coerência que eu mereço.
Irrita-me não poder dizer isto assim a quem de direito.
Irrita-me porque no dia em que o disse se calhar perco tudo e prefiro ter o que tenho apesar das incoerências.
Mas hoje estou irritada.
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